Mercosul e União Europeia iniciam novo acordo nesta sexta (1); entenda os impactos econômicos e comerciais

O acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) passa a valer a partir desta sexta-feira (1). O texto foi promulgado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira (28).

Considerado o maior acordo comercial já firmado pela União Europeia, o tratado prevê a eliminação gradual de tarifas sobre a maioria das exportações entre os blocos.

O acordo prevê que o Mercosul reduza tarifas sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos, enquanto a União Europeia eliminará cerca de 92% das tarifas sobre exportações do bloco sul-americano em até 12 anos.

Apesar de já ter sido aprovado pelo Parlamento Europeu, o acordo ainda depende da ratificação individual dos 27 países da UE para ter validade plena. Até lá, a implementação será feita de forma gradual, com redução progressiva de tarifas e aplicação das cotas previstas.

Leia os principais pontos:

  • Redução de tarifas: Mercosul zera 91% das tarifas em até 15 anos; a UE elimina 95% em até 12 anos. Isso barateia produtos e amplia o comércio entre os blocos;
  • Indústria com tarifa zero: produtos industriais do Mercosul (máquinas, carros, químicos, aeronaves) entram na UE sem imposto;
  • Produtos agrícolas sensíveis: haverá cotas e redução parcial de tarifas para itens como carne, frango, arroz, mel, açúcar e etanol;
  • Salvaguardas agrícolas: a UE pode voltar a cobrar tarifas se houver excesso de importações ou queda forte de preços;
  • Compromissos ambientais: produtos não podem estar ligados ao desmatamento ilegal; o acordo pode ser suspenso se houver descumprimento do Acordo de Paris;
  • Regras sanitárias rigorosas: a UE mantém padrões sanitários e fitossanitários elevados;
  • Serviços e investimentos: Redução de barreiras e mais igualdade para investidores estrangeiros (finanças, telecomunicações, transporte);
  • Compras públicas: empresas do Mercosul poderão participar de licitações na UE;
  • Propriedade intelectual: reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
  • Pequenas e médias empresas: redução de custos e burocracia para exportadores menores.
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